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Exemplo de precificação: peça produzida do zero

Publicado em 10 de agosto de 2026 | Exemplo ilustrativo para marcas de moda autoral

Produzir uma peça do zero exige uma leitura diferente de comprar produto pronto. Além do material principal, entram modelagem, piloto, corte, costura, acabamento, revisão, passadoria, embalagem e perdas. Quando esses itens não aparecem no custo, a margem final parece maior do que realmente é.

Neste exemplo, vamos imaginar uma blusa feminina produzida em pequena escala. A peça usa tecido, aviamentos simples e mão de obra terceirizada. Os números são ilustrativos, mas mostram uma lógica que pode ser adaptada para vestidos, saias, calças, conjuntos, moda praia ou acessórios.

Custos diretos da peça

ItemComo foi calculadoCusto por peça
Tecido principal1,40 m x R$ 24,00R$ 33,60
Forro ou complementoRateio por peçaR$ 6,00
AviamentosBotões, linha, elástico ou acabamentoR$ 4,20
Etiqueta, tag e embalagemIdentidade e apresentação da marcaR$ 4,50
CorteServiço terceirizadoR$ 5,00
Costura e acabamentoOficina ou costureiraR$ 28,00
Modelagem e pilotoRateio do desenvolvimento da peçaR$ 7,00
Total baseSoma dos itensR$ 88,30

Por que ratear modelagem e piloto?

Modelagem e piloto não aparecem fisicamente em cada peça, mas fazem parte do desenvolvimento. Se uma marca paga R$ 280,00 para desenvolver um modelo e produz 40 unidades, existe um custo de R$ 7,00 por peça. Se produzir apenas 20 unidades, esse mesmo desenvolvimento vira R$ 14,00 por peça.

É por isso que produção pequena costuma ter custo unitário maior. Não significa que a peça esteja errada, apenas que o preço precisa reconhecer a escala real.

Incluindo perdas e margem de segurança

Mesmo em uma produção cuidadosa, podem existir sobras, defeitos, retrabalho, ajustes de tamanho ou peças que precisam ser vendidas com desconto. Vamos usar uma margem de segurança de 8% sobre o custo base.

ContaResultado
Custo baseR$ 88,30
Margem de segurança de 8%R$ 7,06
Custo com segurançaR$ 95,36
Quando a peça tem desenvolvimento próprio, a reserva de segurança é ainda mais importante. Um pequeno erro de modelagem ou acabamento pode reduzir a quantidade vendável e aumentar o custo real.

Simulando preço B2C

Agora imagine que a marca queira vender essa blusa diretamente para a cliente final. Se o preço testado for R$ 219,90, a diferença entre preço e custo com segurança é de R$ 124,54 antes de taxas, impostos, descontos e despesas fixas.

Essa diferença não deve ser lida como lucro líquido automático. Ela ainda precisa cobrir taxa do meio de pagamento, imposto, embalagem de envio, campanhas, troca, custo fixo mensal e remuneração da operação.

Preço B2C testadoCusto com segurançaEspaço antes de taxas
R$ 219,90R$ 95,36R$ 124,54
R$ 189,90R$ 95,36R$ 94,54
R$ 159,90R$ 95,36R$ 64,54

O que observar antes de escolher o preço

Moda autoral muitas vezes não consegue competir com volume industrial. A solução não é ignorar o custo, mas comunicar melhor o valor: modelagem, tecido, acabamento, exclusividade, caimento, atendimento e identidade da marca.

Como preencher no Precifik

  1. Na aba Custo, use uma linha para cada material e serviço.
  2. Inclua modelagem e piloto como rateio, se eles foram pagos separadamente.
  3. Use margem de segurança para perdas e retrabalho.
  4. Leve o custo com segurança para B2C.
  5. Teste o preço que você gostaria de cobrar.
  6. Confira Metas para saber se o volume necessário é realista.

Conclusão

Uma peça produzida do zero precisa carregar muito mais do que tecido e costura. Quando todos os itens entram na conta, o preço final fica mais consciente. Às vezes ele sobe; em outras, mostra que a peça precisa de escala maior, fornecedor melhor ou comunicação mais forte para justificar a margem.

Use seus próprios custos para testar o preço.
Abrir a calculadora Precifik
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