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Exemplo de preço B2B: atacado e revenda de moda

Publicado em 10 de agosto de 2026 | Exemplo ilustrativo para marcas que vendem para revendedoras

Preço B2B não é simplesmente o preço B2C com um desconto grande. Quando a marca vende para revendedora, multimarcas ou lojista, ela precisa proteger a própria margem e ainda deixar espaço para quem compra revender com lucro. Se o atacado fica apertado demais, a marca vende bastante, mas não consegue repor estoque com saúde.

Este exemplo mostra como pensar em um preço de atacado para uma peça de moda. Os valores são ilustrativos e devem ser trocados pelos custos reais da sua operação.

Dados da peça

ItemValor do exemploComentário
Custo real da peçaR$ 42,00Materiais, serviços, embalagem e perdas básicas
Margem de segurança8%Reserva para variações e imprevistos
Custo com segurançaR$ 45,36R$ 42,00 x 1,08
Preço B2C desejadoR$ 129,90Preço para cliente final
Margem desejada da revendedora40%Espaço para a revendedora operar

Encontrando um preço B2B possível

Se a revendedora quer vender a peça por R$ 129,90 e precisa de margem para pagar sua própria operação, ela não pode comprar por um valor muito próximo do preço final. Ao mesmo tempo, a marca também não pode vender abaixo do custo real.

Vamos testar um preço B2B de R$ 76,90. Para a marca, a diferença entre R$ 76,90 e o custo com segurança de R$ 45,36 é R$ 31,54 antes de taxas e impostos. Para a revendedora, vender por R$ 129,90 gera espaço de R$ 53,00 antes das despesas dela.

Parte da operaçãoConta simplificadaResultado
MarcaR$ 76,90 - R$ 45,36R$ 31,54 antes de taxas
RevendedoraR$ 129,90 - R$ 76,90R$ 53,00 antes das despesas dela
Consumidora finalPreço de vitrine sugeridoR$ 129,90
O preço B2B precisa ser bom para os dois lados. Se só a revendedora ganha, a marca não sustenta reposição. Se só a marca ganha, a revendedora não compra de novo.

Comparando três cenários

CenárioPreço B2BRisco principal
Muito baixoR$ 59,90A marca pode vender volume sem margem suficiente para repor
EquilibradoR$ 76,90Exige controle de taxa, pedido mínimo e reposição
Muito altoR$ 99,90A revendedora fica sem espaço para vender a R$ 129,90

Pedido mínimo muda a conta

No atacado, a margem por peça costuma ser menor que no varejo, mas o volume ajuda. Por isso, muitas marcas definem pedido mínimo: por exemplo, 10 peças, 20 peças ou um valor mínimo em reais. O pedido mínimo evita que a marca tenha trabalho de atacado para vender apenas uma unidade com margem reduzida.

Se a margem B2B por peça é menor, a operação precisa compensar com volume, previsibilidade e menor custo de atendimento por unidade. Caso contrário, pode ser melhor vender direto ao consumidor final.

O que não esquecer no B2B

Como preencher no Precifik

  1. Calcule o custo real da peça na aba Custo.
  2. Adicione margem de segurança se houver risco de perda ou variação.
  3. Abra a aba B2B e ajuste margem da marca e margem da revendedora.
  4. Observe o preço B2B e o PDV sugerido.
  5. Use o Teste de Preço para simular um valor de atacado específico.
  6. Compare com a aba B2C antes de decidir qual canal priorizar.

Conclusão

O preço de atacado precisa respeitar o custo da marca e a realidade da revendedora. A melhor decisão não é sempre vender mais barato, mas vender com uma margem que permita reposição, atendimento e continuidade. Se o B2B não fecha, a marca pode ajustar pedido mínimo, reduzir custo, revisar o preço final ou focar no B2C.

Compare seu B2C e B2B com os seus próprios custos.
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