Exemplo de preço B2B: atacado e revenda de moda
Preço B2B não é simplesmente o preço B2C com um desconto grande. Quando a marca vende para revendedora, multimarcas ou lojista, ela precisa proteger a própria margem e ainda deixar espaço para quem compra revender com lucro. Se o atacado fica apertado demais, a marca vende bastante, mas não consegue repor estoque com saúde.
Este exemplo mostra como pensar em um preço de atacado para uma peça de moda. Os valores são ilustrativos e devem ser trocados pelos custos reais da sua operação.
Dados da peça
| Item | Valor do exemplo | Comentário |
|---|---|---|
| Custo real da peça | R$ 42,00 | Materiais, serviços, embalagem e perdas básicas |
| Margem de segurança | 8% | Reserva para variações e imprevistos |
| Custo com segurança | R$ 45,36 | R$ 42,00 x 1,08 |
| Preço B2C desejado | R$ 129,90 | Preço para cliente final |
| Margem desejada da revendedora | 40% | Espaço para a revendedora operar |
Encontrando um preço B2B possível
Se a revendedora quer vender a peça por R$ 129,90 e precisa de margem para pagar sua própria operação, ela não pode comprar por um valor muito próximo do preço final. Ao mesmo tempo, a marca também não pode vender abaixo do custo real.
Vamos testar um preço B2B de R$ 76,90. Para a marca, a diferença entre R$ 76,90 e o custo com segurança de R$ 45,36 é R$ 31,54 antes de taxas e impostos. Para a revendedora, vender por R$ 129,90 gera espaço de R$ 53,00 antes das despesas dela.
| Parte da operação | Conta simplificada | Resultado |
|---|---|---|
| Marca | R$ 76,90 - R$ 45,36 | R$ 31,54 antes de taxas |
| Revendedora | R$ 129,90 - R$ 76,90 | R$ 53,00 antes das despesas dela |
| Consumidora final | Preço de vitrine sugerido | R$ 129,90 |
Comparando três cenários
| Cenário | Preço B2B | Risco principal |
|---|---|---|
| Muito baixo | R$ 59,90 | A marca pode vender volume sem margem suficiente para repor |
| Equilibrado | R$ 76,90 | Exige controle de taxa, pedido mínimo e reposição |
| Muito alto | R$ 99,90 | A revendedora fica sem espaço para vender a R$ 129,90 |
Pedido mínimo muda a conta
No atacado, a margem por peça costuma ser menor que no varejo, mas o volume ajuda. Por isso, muitas marcas definem pedido mínimo: por exemplo, 10 peças, 20 peças ou um valor mínimo em reais. O pedido mínimo evita que a marca tenha trabalho de atacado para vender apenas uma unidade com margem reduzida.
Se a margem B2B por peça é menor, a operação precisa compensar com volume, previsibilidade e menor custo de atendimento por unidade. Caso contrário, pode ser melhor vender direto ao consumidor final.
O que não esquecer no B2B
- Definir política de pedido mínimo.
- Decidir se existe grade fechada ou compra livre por tamanho.
- Calcular embalagem e etiqueta usadas no atacado.
- Prever prazo de produção e reposição.
- Informar preço final sugerido para evitar guerra de preço.
- Separar margem B2B da margem B2C na calculadora.
Como preencher no Precifik
- Calcule o custo real da peça na aba Custo.
- Adicione margem de segurança se houver risco de perda ou variação.
- Abra a aba B2B e ajuste margem da marca e margem da revendedora.
- Observe o preço B2B e o PDV sugerido.
- Use o Teste de Preço para simular um valor de atacado específico.
- Compare com a aba B2C antes de decidir qual canal priorizar.
Conclusão
O preço de atacado precisa respeitar o custo da marca e a realidade da revendedora. A melhor decisão não é sempre vender mais barato, mas vender com uma margem que permita reposição, atendimento e continuidade. Se o B2B não fecha, a marca pode ajustar pedido mínimo, reduzir custo, revisar o preço final ou focar no B2C.
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