Voltar para o blog

Exemplo de precificação: camiseta comprada pronta em lote

Publicado em 10 de agosto de 2026 | Exemplo ilustrativo para moda e revenda

Quem compra camisetas prontas para colocar etiqueta, estampar ou revender costuma olhar primeiro para o preço unitário do fornecedor. Esse número é importante, mas não é o custo real da peça vendável. O lote pode ter frete, perda, defeito, embalagem, tag, troca e custo financeiro.

Este exemplo mostra uma conta simples para entender como um lote aparentemente barato pode mudar quando todos os custos são rateados. Use os valores apenas como referência didática e substitua pelos seus números na calculadora.

Dados do lote

ItemValor usado no exemploObservação
Quantidade comprada100 camisetasLote recebido do fornecedor
Custo unitário informadoR$ 18,00Preço por camiseta antes de frete e perdas
Frete do fornecedorR$ 120,00Frete total do lote
Embalagem, tag e etiquetaR$ 2,20 por peça vendávelItens de apresentação da marca
Perdas ou defeitos previstos4 peçasPeças manchadas, com costura ruim ou grade inviável

Primeiro erro: dividir tudo por 100

Se a marca olha apenas para o valor do fornecedor, conclui que cada camiseta custa R$ 18,00. Mas esse cálculo ignora frete e apresentação. Se divide o frete por 100, soma R$ 1,20 por peça. Se soma embalagem e tag, chega a R$ 21,40.

O problema é que nem todas as 100 peças serão vendidas. Se 4 peças virarem perda, o custo total precisa ser dividido por 96 camisetas vendáveis. É isso que mostra se o lote ainda é saudável.

Cálculo do custo por peça vendável

ContaResultado
100 camisetas x R$ 18,00R$ 1.800,00
Frete totalR$ 120,00
Embalagem e tag: 96 x R$ 2,20R$ 211,20
Total consideradoR$ 2.131,20
Peças vendáveis96
Custo real por camiseta vendávelR$ 22,20
A camiseta parecia custar R$ 18,00, mas o custo real estimado ficou em R$ 22,20. A diferença de R$ 4,20 por peça pode decidir se a venda dá lucro ou apenas empata.

Aplicando margem de segurança

Moda tem variações: troca, desconto, peça que demora para vender, embalagem extra, campanha promocional e custo de reposição. Por isso, uma margem de segurança pode proteger o cálculo. Se a marca usar 8% de reserva, o custo de referência passa a ser:

R$ 22,20 x 1,08 = R$ 23,98

Esse é o custo que faz mais sentido levar para a aba B2C ou B2B, porque já considera uma pequena proteção para imprevistos.

Simulando preço de venda B2C

Imagine que a marca queira vender a camiseta por R$ 69,90 no Instagram ou site próprio. Antes de comemorar a diferença entre R$ 23,98 e R$ 69,90, é preciso lembrar que podem existir taxa de pagamento, embalagem de envio, imposto, desconto e custo fixo mensal.

Preço testadoCusto com segurançaObservação
R$ 69,90R$ 23,98Boa diferença inicial, mas ainda precisa descontar taxas e despesas
R$ 59,90R$ 23,98Pode funcionar em volume, mas reduz espaço para desconto e troca
R$ 49,90R$ 23,98Preço mais sensível: exige atenção às taxas e ao custo fixo

Quando o lote não vale a pena

Um lote pode não valer a pena mesmo quando o preço unitário parece baixo. Isso acontece quando a perda é alta, a grade vem ruim, o tecido não tem qualidade, o fornecedor atrasa, a peça exige muita embalagem ou o preço final aceito pelo público fica perto demais do custo real.

Antes de comprar mais, simule cenários: e se 8 peças vierem com defeito? E se o frete subir? E se o preço precisar entrar em promoção? O objetivo não é ter medo de comprar, mas comprar sabendo qual margem protege a operação.

Como preencher no Precifik

  1. Abra a Calculadora de Lote na aba Custo.
  2. Informe quantidade comprada, custo unitário, frete e custos extras.
  3. Preencha perdas ou defeitos previstos.
  4. Inclua embalagem, tag ou etiqueta por peça.
  5. Use o custo por peça vendável como base na tabela principal.
  6. Depois vá para B2C ou B2B e teste o preço final.
Teste esse mesmo raciocínio com seus custos reais.
Abrir a calculadora Precifik
Publicidade
Espaço para banner